Tudo acontece nos dias chuvosos. É fato. Dessa vez, não foi diferente.
Mateus corria para casa, a três quarteirões dali. Estava encharcado da cabeça aos pés. Aquela não era daquelas chuvas geladas, e sim daquelas que queimam até os ossos.
Quando faltava cerca de duzentos metros para chegar a casa, Mateus virou-se para o lado e parou. No portão da casa de Dona Maricota havia uma embalagem de leite. Vazia.
Então se aproximou da pequena embalagem. Estava amassada e levemente pisoteada. Mateus a pegou.
Viu no fundo da embalagem um pequeno escrito: "Marcelo e Júlia". Logo se viu pensando na menina, filha de Dona Maricota, a escrever no fundo da embalagem o seu nome e o do namorado.
Mateus virou a caixa. Havia um desenho de pato Donald, em laranja, num pequeno pedaço azul. Pôs-se a pensar no Joaquim, outro filho de Dona Maricota, a carimbar todos os pedaços descoloridos da casa, com um Donald alegre e laranja.
Olhando o topo da embalagem, Mateus observou um pequeno corte na diagonal. Logo a imagem do Sr. Ronaldo cortando a embalagem de leite para preparar uma xícara de café com leite, surgiu nos pensamentos de Mateus.
Junto ao corte, uma marca de batom, em toda a extensão do corte, brilhava como uma flama vermelha. Dona Maricota, abrindo a geladeira, bebendo o leite no gargalo e jogando a embalagem pela janela, atingiu Mateus, fazendo-o tocar a campainha.
-Mateus! Meu filho, está chovendo! Vai pra casa!
-Dona Maricota, Tome a sua embalagem de leite vazia.
Dona Maricota pegou a embalagem. Virou-a entre as mãos. Vazia.
-É só uma embalagem vazia. E arremessou-a na rua.
-Dona Maricota! E as lembranças da Júlia, do Sr. Ronaldo, do Joaquim e as suas?
-É só uma embalagem vazia. E voltou para dentro de casa.
Mateus Caminhou até a embalagem. Pegou a entre as mãos e jogou a embalagem no cesto de lixo.
-Ela é só uma embalagem vazia.
E voltou pra casa. Pensando:
-Joguei as memórias de uma família no lixo.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
sábado, 10 de maio de 2008
Português, Futuros e um Bolinho de Salsicha.
A culpa foi do Sonho de Noiva!
Não, a culpa foi do Caldo de Cana.
Enfim, não sei ainda, mas entenderei.
Estávamos em mais uma grande jornada, Flávia e eu, procurando um livro.
Alias, era O livro.
Enfim, após passar por um lugar onde o caldo de Cana ainda não havia sido entregue[não me pergunte como], resolvemos ir a um renomado Sebo/Livraria.
-Sabe de uma coisa Pedro?
-O que?
-Será que as pessoas reencarnam no passado?
-Como?
-É sério. Será que, se eu morrer posso voltar ao passado? Como por exemplo, ja não teve a impressão que já viveu no passado? Tipo, anos 40, 50?
Silêncio.
-Sempre tive a impressão de ter sido um cavaleiro medieval. Mas nem sei porque. Por que pergunta?
-Não sei. Será que, se eu morrer hoje, reencarno hoje?
-É uma bela questão.
Assim, o assunto foi encerrado.
Após passarmos no Sebo/Livraria, onde compramos um belíssimo livro de 64, quase em seu aniversario, em 12/12, esquecemos do assunto.
Passaram-se dois dias e eu já tenho sua resposta. Depois de Constatado que o livro era em português de Portugal.
Preste atenção, por favor. Você sabe que eu sou meio confuso.
Provavelmente, nós não reencarnaríamos no passado. Porque em todas aquelas ideologias d e tempo, destino e outras eu acredito não existir.
E se fosse assim, teríamos cumprido a história, de certa forma, toda conforme um plano para existir o que existe hoje. Está me entendendo?
Vamos pegar como exemplo àqueles desenhos que às vezes assistimos. Não, não ria ainda. Neles, quando o personagem volta ao passado e tem a chance de mudar tudo, ele desiste. Por que? Pelo simples motivo de não querer arriscar o futuro.
Sobre o mesmo exemplo, a personagem tenta não ver a si mesma. É sério, não tenta. Ela acredita que vai ficar louca. Mas acontece que aquilo já aconteceu, e ela não viu a si, portanto é impossível alterar o que ja aconteceu.
E ainda assim, todas essas teorias medonhas sobre destino. Mano, que broxante. É extremamente chato ver aquelas pessoas em série e filmes falando "É o seu destino cagar na privada azul". A, se for pra seguir destino, isso não é vida, não concorda?
Alem do mais, se fossemos reencarnar no passado, será que seriamos nossos próprios ancestrais? Perai... Eu seria meu próprio Vô? Mas isso depois de eu ter nascido? Que estranho, não acha?
Sabe, eu acredito que as maquinas do tempo que iremos construir nos próximos cinco anos nos ajudem a desvendar esse mistério.
E o nosso autor querido que escreveu um belíssimo livro de amplo linguajar intermundial.
Vamos parar de pensar esse tipo de coisas. Como você mesma disse:
"My cult status keeps me alive"!
Não, a culpa foi do Caldo de Cana.
Enfim, não sei ainda, mas entenderei.
Estávamos em mais uma grande jornada, Flávia e eu, procurando um livro.
Alias, era O livro.
Enfim, após passar por um lugar onde o caldo de Cana ainda não havia sido entregue[não me pergunte como], resolvemos ir a um renomado Sebo/Livraria.
-Sabe de uma coisa Pedro?
-O que?
-Será que as pessoas reencarnam no passado?
-Como?
-É sério. Será que, se eu morrer posso voltar ao passado? Como por exemplo, ja não teve a impressão que já viveu no passado? Tipo, anos 40, 50?
Silêncio.
-Sempre tive a impressão de ter sido um cavaleiro medieval. Mas nem sei porque. Por que pergunta?
-Não sei. Será que, se eu morrer hoje, reencarno hoje?
-É uma bela questão.
Assim, o assunto foi encerrado.
Após passarmos no Sebo/Livraria, onde compramos um belíssimo livro de 64, quase em seu aniversario, em 12/12, esquecemos do assunto.
Passaram-se dois dias e eu já tenho sua resposta. Depois de Constatado que o livro era em português de Portugal.
Preste atenção, por favor. Você sabe que eu sou meio confuso.
Provavelmente, nós não reencarnaríamos no passado. Porque em todas aquelas ideologias d e tempo, destino e outras eu acredito não existir.
E se fosse assim, teríamos cumprido a história, de certa forma, toda conforme um plano para existir o que existe hoje. Está me entendendo?
Vamos pegar como exemplo àqueles desenhos que às vezes assistimos. Não, não ria ainda. Neles, quando o personagem volta ao passado e tem a chance de mudar tudo, ele desiste. Por que? Pelo simples motivo de não querer arriscar o futuro.
Sobre o mesmo exemplo, a personagem tenta não ver a si mesma. É sério, não tenta. Ela acredita que vai ficar louca. Mas acontece que aquilo já aconteceu, e ela não viu a si, portanto é impossível alterar o que ja aconteceu.
E ainda assim, todas essas teorias medonhas sobre destino. Mano, que broxante. É extremamente chato ver aquelas pessoas em série e filmes falando "É o seu destino cagar na privada azul". A, se for pra seguir destino, isso não é vida, não concorda?
Alem do mais, se fossemos reencarnar no passado, será que seriamos nossos próprios ancestrais? Perai... Eu seria meu próprio Vô? Mas isso depois de eu ter nascido? Que estranho, não acha?
Sabe, eu acredito que as maquinas do tempo que iremos construir nos próximos cinco anos nos ajudem a desvendar esse mistério.
E o nosso autor querido que escreveu um belíssimo livro de amplo linguajar intermundial.
Vamos parar de pensar esse tipo de coisas. Como você mesma disse:
"My cult status keeps me alive"!
às
21:53
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Cachorro Quente MUITO Macabro

Sexta feira de muito sol. Obvio, era mês de abril, no outono. Claro que tinha muito sol!
Enfim, eu resolvi comer um cachorro quente. Nunca gostei muito de cachorro quente por causa da praga que alguns insistem em chamar de maionese. Por isso, fiz uma grande revolução no modo de comer cachorro quente: pedi sem maionese!
Mas a historia em si não começa ai:
O travecão do cabelão:
P - Acho que vou almoçar um cachorro quente. Vou lá fora e volto em alguns minutos, ok?
F - Espere um segundo, irei também.
Enfim, foram.
E saíram pra comprar o cachorro quente.
Chegam ao tio do cachorro quente.
P - Por favor, um cachorro quente SEM maionese.
Alguns minutos depois...
T - Tenho que fazer de novo, eu pus maionese.
Suspiro. Gritos do Jack White no meu ouvido.
Alguns minutos depois, uma substancia não identificada é adicionada ao cachorro quente.
P – O que é aquilo que ele pos no cachorro quente?
F – Não faço idéia.
P – Prefiro acreditar que seja apenas vinagrete.
Mais alguns minutos, o cachorro quente enfim é finalizado.
E passado as minhas mãos.
Assim, surge a macabridade do momento:
T – (?) Ta parecendo um travecão com esse cabelão.
Novos berros de Jack White na minha orelha. E a bateria da Meg. E o meu dinheiro na mão do Tio.
P-Obrigado.... Tem troco?
T - Não, é dois reais mesmo.
Enfim saímos. Flávia e eu.
Quando do outro lado da rua caiu a ficha.
P - Ele disse que estava parecendo um travecão de cabelão?
Risos.
F – Eu acho que era a mulher do outro lado da rua.
Alias, até hoje não sabemos.
Enfim, eu resolvi comer um cachorro quente. Nunca gostei muito de cachorro quente por causa da praga que alguns insistem em chamar de maionese. Por isso, fiz uma grande revolução no modo de comer cachorro quente: pedi sem maionese!
Mas a historia em si não começa ai:
O travecão do cabelão:
P - Acho que vou almoçar um cachorro quente. Vou lá fora e volto em alguns minutos, ok?
F - Espere um segundo, irei também.
Enfim, foram.
E saíram pra comprar o cachorro quente.
Chegam ao tio do cachorro quente.
P - Por favor, um cachorro quente SEM maionese.
Alguns minutos depois...
T - Tenho que fazer de novo, eu pus maionese.
Suspiro. Gritos do Jack White no meu ouvido.
Alguns minutos depois, uma substancia não identificada é adicionada ao cachorro quente.
P – O que é aquilo que ele pos no cachorro quente?
F – Não faço idéia.
P – Prefiro acreditar que seja apenas vinagrete.
Mais alguns minutos, o cachorro quente enfim é finalizado.
E passado as minhas mãos.
Assim, surge a macabridade do momento:
T – (?) Ta parecendo um travecão com esse cabelão.
Novos berros de Jack White na minha orelha. E a bateria da Meg. E o meu dinheiro na mão do Tio.
P-Obrigado.... Tem troco?
T - Não, é dois reais mesmo.
Enfim saímos. Flávia e eu.
Quando do outro lado da rua caiu a ficha.
P - Ele disse que estava parecendo um travecão de cabelão?
Risos.
F – Eu acho que era a mulher do outro lado da rua.
Alias, até hoje não sabemos.

às
11:12
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sábado, 5 de abril de 2008
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