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sábado, 5 de abril de 2014

Eloquência número quatorze



Sou ferro.
Sou feno.
Sou ferrenho em tudo
Que quero.
E espero
Sinceridade,
Cumplicidade,
Quem sabe amizade.
E não peço,
Despeço
Juras de falso amor.
Horror
Que um dia
Sentia.
Por muito me entregar.
Enganar
A quem me fazia falta.
Pausa. Para um concerto de piano.
E mais um engano.
E me sinto um impostor
Um encantador de ofídios.
Por que ser sincero
Nunca me trouxe nada além de meros
Sonhos, ilusões, pensamentos.
É como se no meu truque barato
O enganado
Fosse eu.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Leões Dourados e Espelhos Púrpuros

- Vovó, me conta uma história?
- Claro Mariana.Qual você quer dessa vez? A Bela Adormecida?
Mariana fez uma careta.
- Não Vovó. Essas princesas não estão com nada. Ficam esperando príncipes e os cambaus. Quero algo novo.
A velha olhou Jonas e soltou uma sonora gargalhada. Jonas lhe deu uma piscadela e virou-se pra Mariana. A velha se recuperou e voltou a falar.
- Claro que conto, minha pequena. O que acha da história dos Espelhos Púrpuros e os Leões Dourados?
- Leões... Sim, eu quero essa!
A avó lhe sorriu, pigarreou e começou a contar:

“Era uma vez um planeta escuro e afastado.Ao contrário do nosso planeta, ele não possui nenhuma estela muito próxima, o que o torna escuro e gelado.
A pouca claridade que tinha era proveniente de estrelas bem minúsculas e bem afastadas do planeta. Os moradores deste planeta já eram acostumados a enxergar no escuro. Aliás, eles não só enxergavam no escuro como também refletiam essa escuridão.
“Eles eram os Espelhos Púrpuros.
“Eram redondos, como ovos, e tinham uma leve cor arroxeada em suas formas espelhadas. Possuíam pernas e braços finos, e eram desprovidos de pescoços. Tinham a cabeça junto com o globo e tinham olhos pequenos, mas que enxergavam bem longe. Eram desprovidos de sentimentos bons, como compaixão, alegria, amor...
“Havia poucos Espelhos Púrpuros. Como existiam muitas guerras, vandalismos e destruições naquele planeta, eles derretiam com facilidade. Derreter era a forma como deixavam de existir.
“Certo dia, no auge de uma das mais devastadoras batalhas dos Espelhos Púrpuros, surgiu três grandes luzes no céu. Pareciam estrelas cadentes. Conforme essas luzes desciam, rugidos roucos vindos desses brilhos ficavam cada vez mais retumbantes. Em pouco tempo, todos os Espelhos Púrpuros estavam apreciando o show de luzes e rugidos vindos de céu.
“Até que...”

- Vovó?
- Sim, Mariana.
- Eram os Leões Dourados?
A velha gargalhou novamente.
- Sim Mariana. Eram os Leões Dourados.

“Os Espelhos Púrpuros perceberam que os brilhos estavam indo em direção ao centro da guerra. Amigos ou inimigos, estes se afastaram correndo e se acotovelando para sair de perto. Mas não longe o bastante para não verem o que aconteceria a seguir.
“Os brilhos desceram sobre o campo silenciosamente. De tão brilhantes e luminosos que eram, os Espelhos Púrpuros tinham dificuldade para enxergarem e distinguirem as formas.
“Eram gigantescos Leões Dourados. Três enormes. Patas do tamanho de patas de elefante, quase três metros de altura, jubas douradas que mais lembravam coroas. Olhos bem abertos cor de mel, que observavam tudo de maneira bem atenta. Olhavam as manchas púrpuras do chão, que eram os Espelhos Púrpuros mortos em batalha.
“Com um rugido bem alto, os Leões Dourados se agitaram no lugar, bem a vista dos Espelhos Púrpuros escondidos em depressões ao longo do campo de batalha.
“Um dos Espelhos Púrpuros resolveu se aproximar dos Leões Dourados. Ele andava cautelosa e vagarosamente. Conforme se aproximava, o rugido dos Leões fora ficando mais e mais baixo, até que um dos Leões parou de rugir e virou-se para o Espelho. O Leão se aproximava do Espelho, que agia reciprocamente. O Espelho percebeu que o Leão possuía olhos tristes e quase que chorosos. Assim, ele parou a cerca de três metros do Leão e fixou o olhar nos olhos do mesmo. Assim, começou a rachar.
“Começou com uma rachadura fina, mas foi se alargando e se espalhando por toda a extensão do corpo do Espelho Púrpuro. A essa altura, todos os outros habitantes daquele planeta já não estavam mais escondidos, estavam olhando o que acontecia ao Espelho.”

- Ele não sentia dor, Vovó?
- Não Mariana. Pelo contrário.
Jonas pigarreou. Mariana o olhou com uma careta como se dissesse “Não interrompa”.

“O Espelho Púrpuro começou a gargalhar, como se sentisse uma alegria imensa. E, de repente, se rompeu em vários cacos. Onde estava, surgiu uma figura muito semelhante a um humano, mas com braços e pernas finos e compridos, corpo mais comprido e orelhas mais pontudas. Um bocado fino e desajeitado. Pele com um tom azeitonado e com certo brilho próprio. Desta vez, cabelos longos e escuros lhe caía pelos ombros, formando cachos em torno do pescoço comprido e fino.
“Todos os outros Espelhos começaram a rachar. E deles foram surgindo seres semelhantes àquele primeiro. Todos com expressões de alegria e felicidade imensa.
“Os Leões Dourados se ergueram no ar e, com um rugido, voltaram ao céu. Em determinado momento, os três seres brilhantes se encontraram no céu, formando um único foco de luz, capaz de cegar qualquer humano que olhasse diretamente para aquilo, de tão grande e brilhante que era. Desse ponto de encontro, quando foi diminuindo a luz, percebeu-se que surgiu uma estrela, algo como se fosse o Sol para nós.
“Daquele dia em diante, os Espelhos Púrpuros passaram a ser mais atenciosos e cuidadosos com o pequeno planeta, que se encontrava destruído. Em uma das suas lendas, dizem que, se o planeta for novamente dominado pela treva e ódio, os Leões voltarão e lhes tomarão a única fonte de luz.”

- Que diferente, vovó. – Disse a garota, enquanto batia palmas.
- Gostou, Mariana? – Perguntou a velha, sorrindo.
- Muito. Mas tenho uma pergunta.
- Qual seria?
- Os Espelhos Púrpuros... Como se chamam agora?
- Essa é outra história, minha neta, e será contada outro dia.
Jonas olhou a velha e pigarreou. Mariana se levantou e rumou para a cozinha.
- Por que não lhe contou, vovó?
- Acredito que crianças devem ser crianças enquanto puderem ser crianças.
Após um sorriso mutuo, Jonas beijou a avó no rosto e saiu, para acompanhar Mariana.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Sim, Caroline!

.. This Boy .. diz:
por amor eu esperaria no deserto


Summer diz:
mtooo bonito
e estranho

.. This Boy .. diz:
eu sei

Summer diz:
G_G

.. This Boy .. diz:
alias, nao sei de mais nada
acabo de receber um email
mil pensamentos passam pela minha mente
sei quem esta la
e adivinhe!
é o submarino.

Summer diz:
sasuhuhuhua

.. This Boy .. diz:
sempre me animando ao mandar a oferta da escada que tanto paquerei no site
eu não passaria mais que tres noites no dserto
la fica menos de 0 grau

Summer diz:
shuashuahus
q coisa vc...

.. This Boy .. diz:
eu pareço dramatico? eu pareço fanatico?
olhe a musica: Caroline Yes [põe música do Kaiser Chiefs a tocar]

Summer diz:
parece fanatico

.. This Boy .. diz:
eu nao conheço caroline que se de valor algum

Summer diz:
sauhauhuhsuhauahsuhas

.. This Boy .. diz:
por isso crio uma caroline a cada esquina que vejo
por essas e outras meu destino agora é alemanha

Summer diz:
uhushuashuhauha
mano, vc tah com sono

.. This Boy .. diz:
onde as louras de olhos claros não são excessoes nem aritificiais

Summer diz:
e tah brisando

.. This Boy .. diz:
não!
não ha brisas no 14º andar!
apenas a ventania gelada daqueles labios frios soprando o ar ao ver minha imagem

Summer diz:
suhuashauhuashaushaushuhushusahuashuashuashuashuahuhuhusahas
velho, tah mto engraçado

.. This Boy .. diz:
alias, o que ser minha imagem?
um conjunto de bits tranformados em pixels...

Summer diz:
uhsuahuhsuahusahas

.. This Boy .. diz:
e tudo o que ele quer é apenas ouvir Green Day


Isso explica o porque não posso comer nada doce depois das 12 da noite. Entendeu Tamy?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Embalagem Vazia

Tudo acontece nos dias chuvosos. É fato. Dessa vez, não foi diferente.
Mateus corria para casa, a três quarteirões dali. Estava encharcado da cabeça aos pés. Aquela não era daquelas chuvas geladas, e sim daquelas que queimam até os ossos.

Quando faltava cerca de duzentos metros para chegar a casa, Mateus virou-se para o lado e parou. No portão da casa de Dona Maricota havia uma embalagem de leite. Vazia.

Então se aproximou da pequena embalagem. Estava amassada e levemente pisoteada. Mateus a pegou.

Viu no fundo da embalagem um pequeno escrito: "Marcelo e Júlia". Logo se viu pensando na menina, filha de Dona Maricota, a escrever no fundo da embalagem o seu nome e o do namorado.

Mateus virou a caixa. Havia um desenho de pato Donald, em laranja, num pequeno pedaço azul. Pôs-se a pensar no Joaquim, outro filho de Dona Maricota, a carimbar todos os pedaços descoloridos da casa, com um Donald alegre e laranja.

Olhando o topo da embalagem, Mateus observou um pequeno corte na diagonal. Logo a imagem do Sr. Ronaldo cortando a embalagem de leite para preparar uma xícara de café com leite, surgiu nos pensamentos de Mateus.

Junto ao corte, uma marca de batom, em toda a extensão do corte, brilhava como uma flama vermelha. Dona Maricota, abrindo a geladeira, bebendo o leite no gargalo e jogando a embalagem pela janela, atingiu Mateus, fazendo-o tocar a campainha.

-Mateus! Meu filho, está chovendo! Vai pra casa!
-Dona Maricota, Tome a sua embalagem de leite vazia.
Dona Maricota pegou a embalagem. Virou-a entre as mãos. Vazia.
-É só uma embalagem vazia. E arremessou-a na rua.
-Dona Maricota! E as lembranças da Júlia, do Sr. Ronaldo, do Joaquim e as suas?
-É só uma embalagem vazia. E voltou para dentro de casa.

Mateus Caminhou até a embalagem. Pegou a entre as mãos e jogou a embalagem no cesto de lixo.
-Ela é só uma embalagem vazia.

E voltou pra casa. Pensando:
-Joguei as memórias de uma família no lixo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Primeiro Dia de Sol da Última Semana

-Está um belo dia para se escrever um poema, não acha Mariana?
Foi o que Jonas disse.

Mariana mirou as nuvens. Estavam coloridas de um branco tão profundo que até parecia azedo. Eram poucas, porém grandes e largas.
O céu estava num azul tão profundo que era possível delirar se fixasse os olhos por muito tempo. Chegava a ser sudômico de tão azul.
Uma rajada de vento frio se chocou com Mariana. Era refrescante e contrastante com a temperatura de verão num belo dia de inverno.
Era apenas dez horas da manhã.
Mariana estava num balanço vermelho no parquinho perto de casa. Jonas estava no balanço amarelo. O balanço azul e o balanço rosa estavam quebrados, como sempre. O escorregador estava molhado, por causa da chuva de Quarta. O gira-gira não tinha ninguém. A casinha, melada de barro. A Areia, grossa. Os olhos, mareados. As roupas, imundas.
Então a menina fechou os olhos. sentiu como se voasse naquele balanço instável. seu vestido balançava e seus pés calçados na sapatilha brincavam. Uma única lágrima escorreu, decorrente do sono da manhã.
Enquanto isso, a imaginação ia longe, ao se ver voando com os pássaros e aviões. Senti as borboletas ficarem para trás, enquanto o único impulso era seu tronco preso naquele balanço.
Logo imaginou uma história, envolvendo uma princesa voadora, um príncipe-sabiá e um monstro-furtacor, onde a princesa, com suas asas, percorria toda a extensão do céu azul-sudômico com nuvens branco-azedo.
Tudo isso no embalo do balanço.

-Mariana?
-Sim Jonas, ouve esse:

Príncipe-Sabiá
Contra o Monstro-Furtacor
Princesinha a voar
Na nuvem sem cor

-É mesmo lindo.
-É uma história que acabei de inventar.
-Em casa você me conta. Vamos?

E se foram.

sábado, 10 de maio de 2008

Português, Futuros e um Bolinho de Salsicha.

A culpa foi do Sonho de Noiva!
Não, a culpa foi do Caldo de Cana.
Enfim, não sei ainda, mas entenderei.

Estávamos em mais uma grande jornada,
Flávia e eu, procurando um livro.
Alias, era O livro.
Enfim, após passar por um lugar onde o caldo de Cana ainda não havia sido entregue[não me pergunte como], resolvemos ir a um renomado Sebo/Livraria.

-Sabe de uma coisa Pedro?

-O que?

-Será que as pessoas reencarnam no passado?

-Como?

-É sério. Será que, se eu morrer posso voltar ao passado? Como por exemplo, ja não teve a impressão que já viveu no passado? Tipo, anos 40, 50?

Silêncio.

-Sempre tive a impressão de ter sido um cavaleiro medieval. Mas nem sei porque. Por que pergunta?

-Não sei. Será que, se eu morrer hoje, reencarno hoje?

-É uma bela questão.

Assim, o assunto foi encerrado.

Após passarmos no Sebo/Livraria, onde compramos um belíssimo livro de 64, quase em seu aniversario, em 12/12, esquecemos do assunto.
Passaram-se dois dias e eu já tenho sua resposta. Depois de Constatado que o livro era em português de Portugal.

Preste atenção, por favor. Você sabe que eu sou meio confuso.

Provavelmente, nós não reencarnaríamos no passado. Porque em todas aquelas ideologias d e tempo, destino e outras eu acredito não existir.
E se fosse assim, teríamos cumprido a história, de certa forma, toda conforme um plano para existir o que existe hoje. Está me entendendo?
Vamos pegar como exemplo àqueles desenhos que às vezes assistimos. Não, não ria ainda. Neles, quando o personagem volta ao passado e tem a chance de mudar tudo, ele desiste. Por que? Pelo simples motivo de não querer arriscar o futuro.
Sobre o mesmo exemplo, a personagem tenta não ver a si mesma. É sério, não tenta. Ela acredita que vai ficar louca. Mas acontece que aquilo já aconteceu, e ela não viu a si, portanto é impossível alterar o que ja aconteceu.
E ainda assim, todas essas teorias medonhas sobre destino. Mano, que broxante. É extremamente chato ver aquelas pessoas em série e filmes falando "É o seu destino cagar na privada azul". A, se for pra seguir destino, isso não é vida, não concorda?
Alem do mais, se fossemos reencarnar no passado, será que seriamos nossos próprios ancestrais? Perai... Eu seria meu próprio Vô? Mas isso depois de eu ter nascido? Que estranho, não acha?

Sabe, eu acredito que as maquinas do tempo que iremos construir nos próximos cinco anos nos ajudem a desvendar esse mistério.

E o nosso autor querido que escreveu um belíssimo livro de amplo linguajar intermundial.

Vamos parar de pensar esse tipo de coisas. Como você mesma disse:
"My cult status keeps me alive"!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Cachorro Quente MUITO Macabro



Sexta feira de muito sol. Obvio, era mês de abril, no outono. Claro que tinha muito sol!

Enfim, eu resolvi comer um cachorro quente. Nunca gostei muito de cachorro quente por causa da praga que alguns insistem em chamar de maionese. Por isso, fiz uma grande revolução no modo de comer cachorro quente: pedi sem maionese!

Mas a historia em si não começa ai:

O travecão do cabelão:

P - Acho que vou almoçar um cachorro quente. Vou lá fora e volto em alguns minutos, ok?
F - Espere um segundo, irei também.

Enfim, foram.
E saíram pra comprar o cachorro quente.
Chegam ao tio do cachorro quente.

P - Por favor, um cachorro quente SEM maionese.

Alguns minutos depois...
T - Tenho que fazer de novo, eu pus maionese.

Suspiro. Gritos do Jack White no meu ouvido.

Alguns minutos depois, uma substancia não identificada é adicionada ao cachorro quente.
P – O que é aquilo que ele pos no cachorro quente?
F – Não faço idéia.
P – Prefiro acreditar que seja apenas vinagrete.

Mais alguns minutos, o cachorro quente enfim é finalizado.
E passado as minhas mãos.
Assim, surge a macabridade do momento:
T – (?) Ta parecendo um travecão com esse cabelão.
Novos berros de Jack White na minha orelha. E a bateria da Meg. E o meu dinheiro na mão do Tio.
P-Obrigado.... Tem troco?
T - Não, é dois reais mesmo.

Enfim saímos. Flávia e eu.
Quando do outro lado da rua caiu a ficha.
P - Ele disse que estava parecendo um travecão de cabelão?
Risos.
F – Eu acho que era a mulher do outro lado da rua.

Alias, até hoje não sabemos.