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sábado, 5 de abril de 2014

Eloquência número quatorze



Sou ferro.
Sou feno.
Sou ferrenho em tudo
Que quero.
E espero
Sinceridade,
Cumplicidade,
Quem sabe amizade.
E não peço,
Despeço
Juras de falso amor.
Horror
Que um dia
Sentia.
Por muito me entregar.
Enganar
A quem me fazia falta.
Pausa. Para um concerto de piano.
E mais um engano.
E me sinto um impostor
Um encantador de ofídios.
Por que ser sincero
Nunca me trouxe nada além de meros
Sonhos, ilusões, pensamentos.
É como se no meu truque barato
O enganado
Fosse eu.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Reptilianos



Os Reptilianos. Eles estão por toda a parte.

Esse não é mais um destes relatos paranóicos que você vai encontrar pela internet. Nem mais uma teoria demente de conspiração. É apenas a opinião de mais uma pessoa que anda, se alimenta, vive e sofre como qualquer ser humano normal.

Por qualquer lugar que você olhe, você encontra relatos falando dos Reptilianos. Alguns dizem que são alienígenas, outros dizem que são descendentes de uma linhagem, outros dizem que foi uma civilização antiga ao maior estilo Atlântida, mas eu sempre tive pra mim uma teoria diferente.

Baseadas em algumas lendas que li quando era mais jovem, tirei pra mim que os Reptilianos eram uma raça híbrida de répteis com humanos que vivia sobre a face do nosso planeta, em alguma época antes da escrita. Sempre vejo essa raça ser retratada como vil, má ou qualquer adjetivo negativo que consiga imaginar. Foram de certa forma extinta por algum tipo de civilização pré-histórica ou por algum ancestral do Homo Erectus ou Australopitecus. Ou pior. A causa da sua ruína foram seus próprios adjetivos. Não é o foco disso.

Várias literaturas, desde a antiga série 'O Elo Perdido', 'Os estranho Curioso',  um recente desenho da Liga da Justiça, ou mesmo livros de conspiração que falam sobre os Illuminati , mostram que esses Reptilianos deixaram um legado. Uma missão, onde diziam que iam voltar para poder tomar a terra que lhes foi tomada, ou algo assim. E que se escondiam onde ninguém lhes encontraria: No âmago dos seres humanos.

Recentes frustrações têm me feito enxergar o mundo de uma forma melhor. Tenho vistos sombras onde não existem. Vejo coisas que não estão onde estão. E o principal: estou com uma percepção extra-sensorial com relação às pessoas. Vejo seus comportamentos egoístas e mesquinhos todo o tempo, vejo sua ingratidão e falta de zelo. Vejo suas falsas preocupações com o próximo e sua preocupação absurda com aparências. Ignorância, intolerância e quaisquer outros adjetivos negativos que podem levar uma civilização a ruína.
Vejo suas semelhanças com os Reptilianos em todos os lugares. Entre pessoas nas ruas, pessoas próximas, e por incrível que pareça, pessoas que compartilho sangue.

Aliás, se esses não são iguais aos Reptilianos que teorizo, digo uma coisa muito pior que isso.
 Ou somos todos Reptilianos, ou somos piores que eles.

Esse é um relato que espero que você deduza se é real ou ficção.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sonhos em Luz e Plástico

As luzes. Cada minúsculo ponto brilhante daquela avenida consumia uma pequena potência de existência.
Havia bonecos em forma de bonecos, bolas em forma de bolas, sonhos em forma de pequenos farelos brilhantes que circundavam todos os glóbulos das lâmpadas que apareceram ao correr aquela semana pela cidade.

Um gracioso e reluzente Boneco de Neve de plástico brilhava por entre vários Pirulitos verdes e vermelhos. Todos possuíam nariz de Cenoura de Plástico, Cartolas de Veludo Negro de plástico, Cachecóis quentes e peludos de plástico e luzes extra-coloridas, dando uma majestade maior do que realmente aparenta ter um Boneco de Neve num país tipicamente tropical. Mas o sorriso daquele pequeno monte de plástico aparentemente inútil fazia com que os rostos de diversas crianças de todas as idades refulgissem a luz daquela noite pouco estrelada de uma época nublada. Panapanás coloridas de plástico voavam em bandos para lugar algum, em círculos eternos sobre uma armação de arames, transformando o ato de voar num singelo tempero alegre noturno e adocicado.

Gigantescos pinheiros concentrando as diversas cores em sua imensa extensão, onde em suas raízes estavam as esperanças e felicidades das crianças que esperavam um brinquedo. Bolas magistrais sempre nas mesmas cores pendiam de seus galhos como se fossem frutos de uma época inexistente, porém que pareciam saborosos aos olhos. Outros frutos também pendiam de outros postes, sempre com cores Rubras ou derivadas, mas nunca trazendo discórdia ou algo do gênero. Pelo contrário, acalmava corações aturdidos com bilhares de questionamentos.

Luzes tipicamente azuladas combinam com o Pseudo-Inverno da Estação veraneia. Luzes absurdamente verdes, fazendo os pinheiros parecerem maior do que realmente são. Vermelho forte, combinando com sentimentos intensos dos variados tipos de pessoas que por ali andavam. Amarelos e dourados chamativos, para que as pessoas acreditassem que era a época de ouro do ano. Prateados e Alvo, lembrando pássaros incrivelmente brancos que simbolizam tranqüilidade. Violetas, trazendo todo o mistério presente na imaginação absurdamente fértil dos humanos.

Uma criança parou na rua, apontou para uma pequena gravata iluminada e chamou sua mãe. Aparentemente, seus olhos refletiam a mesma intensidade, senão superior, a das luzes que eram emitidas pelas gravatas. Seus olhos lacrimejaram de graciosidade e um sorriso surgiu rapidamente no rosto. Outra criança parou e encarou o boneco de neve, com as sobrancelhas levemente arqueadas começou a questionar seu avô sobre a neve e como é feita. Seus ouvidos eram atentos a estória contada pelo feliz ancião. Uma terceira criança olhou para o grandioso pinheiro e o mostrou ao pai. Pai este abriu um gigantesco sorriso e abraçou o filho bem apertado, como se aquele fosse o seu pertence mais precioso. Outra criança olhou brevemente uma das borboletas no arame, lembrou de seus natais antigos, e abriu um sorriso para suas filhas .

E assim, todas as crianças iam olhando para o alto, com os rostos levantados, sempre com os olhos brilhando. Cada uma com uma reação diferente, mas todas com o brilho daquelas diversas luzes, de diversas tonalidades, refletindo todos os sentimentos que esperaram todo um ano para sentir novamente.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sobre Destino, Caminho e Escolha.

Eu já fiz minha escolha e já tomei meu caminho. Deveras estar noutro lugar, que não o meu. Nunca escolhi errado. Nunca caminhei aleatoriamente. Nunca deixarei me levar numa constante cachoeira de acontecimentos.

Mas, quase que por uma ironia do destino, a inércia começou a adquirir território anteriormente dominado. E assim sinto-me puxado por toda essas gotas de atos formando essa cachoeira.

Anteriormente, sono e torpor. Hoje, sono e torpor. Meus ossos mudaram, mas meu destino não. Minhas mãos estão maiores, mas nem por isso agüento uma carga maior de emoções. Afinal, posso não ser um poço de sentimentos, mas também não sou um buraco negro sem emoção.

Por incrível que possa parecer, parece que a aparência da escolha se modifica a cada sorrateiro passo que por mim é dado. E mais uma brusca e sutil escolha deve ser feita. Mas como a inércia é mais forte, prefiro o certo ao duvidoso. Como diziam alguns, não tenho o espírito empreendedor, mas que empreendedor arriscaria até sua vontade? Claro que me falta esse espírito, mas nem por isso devo ignorar.

Se, por acaso, eu resolva brutalmente mudar, de alguns fatos irei sempre me lembrar:
Destino é único;
Caminhos são limitados;
Escolhas... Essas sim são infinitas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

April Fool's Day

Hoje é Primeiro de Abril, o dia do April Fools.

Comemorem, e cuide-se quem puder.

(Na foto, April Fools, de Padrinhos Mágicos.)

domingo, 29 de março de 2009

Depois que perdi a Consciência.

Consciência!

Lembra daquele dia na cozinha em que discutíamos a cor de nossos olhos? Das minhas negras e das suas cinzas pupilas? Aquele dia que você deu uma breve escapada e só voltou agora. Enfim, lembra?

Então, estava deitado sobre a cama tentando lembrar aquela frase que me disse assim que peguei a margarina. Era algo que tinha me tocado, mas, como sempre digo, aquilo valeu apenas para o momento. Lembro que tinha o teor específico para um dia de verão e o tempero exato da nossa relação, afinal estávamos comemorando alguns dias de harmonia. Acredito que nunca tenha ficado tanto tempo com alguém, sinceramente, mas, por favor, Consciência, não me traia nesse momento e não me faça lembrar se houve alguma outra que tenha ficado comigo mais tempo que você.

Por fim, naquela cozinha, quando eu e você, Consciência, estávamos assando nosso bolo de comemoração, com minhas mãos vermelhas, minha garganta seca, minhas pernas bambas e meu nariz entupido, foi que você partiu e assim fui trago para cá. Se o bolo queimou ou ficou cru, não me recordo. Você fugiu como a fumaça de um cigarro na chuva, fazendo assim me esquecer de tudo.

Espere, posso ver o que aconteceu. Eu fui lavar o rosto e deixei a porta do forno aberta. Sim. Mas onde você estava, Consciência? Ficou no banheiro e me abandonou? Ah, claro, porque a senhora tem a mania de nos abandonar no momento mais preciso: quando estamos lavando roupas, andando de ônibus, ouvindo música ou mesmo vendo televisão. Não que eu te utilize 1440 minutos por dia, mas estamos acostumados a ficar sãos, Consciência. Exijo, a partir de hoje, que fiques aqui durante, pelo menos, 1380 minutos por dia. Assim posso pensar melhor e resolver os problemas com mais claridade. Mas, antes disso, tenho de sair dessa cama de hospital.

Bom, agradeço pela pequena visita. Me fez refletir sobre a maneira a que vim parar aqui. E isso é bom, porque já estava me sentindo um louco sem você aqui. Claro, qualquer pessoa sem você se sente perdido, mas me dê prioridade, uma vez que eu não posso abandonar esse lugar esbranquiçado. Como eu detesto branco. Mais que aquela fumaça nos olhos. Na verdade, me importo mais com cores que com sons. Eu realmente não ligo mais pros sons desde que estamos vivendo juntos, Consciência. Eu era tão inconseqüente sem você.

Bom, Consciência, agradeço novamente sua visita, mas vou dormir até conseguir lembrar onde eu moro. Espero que lá ainda não esteja cheirando gás e que eu possa viver lá sem te perder de novo.

Agora pode me deixar dormir?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Algo

Boa noite.

Cuida-te.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

1 -2 +3 -4 +5

Em matemática a expressão, 1 − 2 + 3 − 4 + … é uma série infinita cujos termos são números inteiros, que vão alternando seus sinais. Utilizando a notação matemática para adição, a soma dos m primeiros termos da série se expressa como:


A série infinita diverge, no sentido que a seqüência de suas somas parciais (1, −1, 2, −2, …) não tende a nenhum limite finito. De forma equivalente, poder-se-ia dizer que 1 − 2 + 3 − 4 + … não possui soma no sentido usual do termo.
Contudo, em meados do século XVIII, Leonhard Euler descobriu a seguinte relação qualificando-a de paradoxal:


Foi somente muito tempo depois, que se chegou a uma explicação rigorosa desta relação. Até o começo da década de 1890, Ernesto Cesàro e Émile Borel, entre outros, pesquisaram métodos bem definidos para atribuir somas generalizadas às séries divergentes – incluindo novas interpretações dos intentos realizados por Euler. Muitos destes métodos denominados da soma atribuem a (1 − 2 + 3 − 4 + …) uma "soma" de 1⁄4. O método da soma de Cesàro é um dos poucos métodos que não soma a série 1 − 2 + 3 − 4 + …, por isso, esta série é um exemplo de um caso onde deve utilizar-se um método mais robusto como, por exemplo, o método da soma de Abel.
A série 1 − 2 + 3 − 4 + … encontra-se relacionada com a série de Grandi 1 − 1 + 1 − 1 + …. Euler analisou estas duas séries como casos especiais de (1 − 2n + 3n − 4n + …) para valores de n aleatórios, uma linha de investigação que estende sua contribuição ao problema da Basiléia e conduz às equações funcionais do que conhecemos hoje como a função eta de Dirichlet e a função zeta de Riemann.
_____________________________________________________________
Relações heurísticas da soma

As explicações mais simples que relacionam 1 − 2 + 3 − 4 + … com o valor 1⁄4 são extensões de resultados relacionados com a série 1 − 1 + 1 − 1 + ….

Estabilidade e linearidade
Dado que os termos (1, −2, 3, −4, 5, −6 …) seguem um padrão simples, pode-se expressar a série 1 − 2 + 3 − 4 + … como uma versão transformada de si mesma e resolver a equação resultante para obter um valor numérico. Supondo que fosse correto expressar s = 1 − 2 + 3 − 4 + … para algum número s, as seguintes relações levam a mostrar que s = 1⁄4:


Somando 4 cópias de 1 − 2 + 3 − 4 + …, utilizando unicamente deslocamentos e somando termo a termo obtém-se 1.

s = 1 − 2 + 3 − 4 + …
s= (1 − 1 + 1 − 1 + … ) + (0 − 1 + 2 − 3 + … )
s= h − s,

onde h é a "soma" da série:
h = 1 − 1 + 1 − 1 + …
h= 1 − (1 − 1 + 1 − … )
h= 1 − h.

Resolvendo as equações h = 1 − h e s = h − s obtém-se que h = 1⁄2 e s = (1⁄2) // h = 1⁄4.

domingo, 23 de março de 2008

Seqüência da Cidade 1
















As Luzes da Cidade
Parecendo Santidade
Brilham na Escuridão
E se arrastam pelo Avião
A Noite toda


E não param
As Luzes Amalucadas
Desenfreadas
Atrapalhadas
Desgovernadas
Até ficarem Apagadas



Essa Enfim é a Tecnologia
Mas que ideologia!
Luzes que imitam a Lua
E Lua que imita Luzes?

sábado, 22 de março de 2008

Seqüência da Cidade 2



















A Noite toda
Se arrastam pelo Avião
Brilham na Escuridão
Parecendo Santidade
As Luzes da Cidade



Até ficarem Apagadas
Desgovernadas
Atrapalhadas
Desenfreadas
As Luzes Amalucadas
E não param



E Lua que imita Luzes?
Luzes que imitam a Lua
Mas que ideologia!
Essa Enfim é a Tecnologia.