sexta-feira, 22 de maio de 2009

Meg White

Hoje, dia 22 de maio, Meg White vai casar.

Meg White é baterista do grupo musical ‘The White Stripes’ formado também por Jack White. Muito podem dizer que o som deles é ‘magro’ e toda essa papagaiada, pelo fato de tocarem só guitarra e bateria, mas o que importa é que eu gosto e ponto final.


Jack e Meg White, em episódio de 'Os Simpsons'

Voltando ao assunto principal, Meg vai casar com Jackson Smith, um guitarrista com pais conhecidos, em Nashville, (Kansas, EUA). Eles estão juntos desde o verão passado e foram vistos várias vezes juntos próximos a residência de Meg, mas o foco não é ser um paparazzo aqui.

Apenas queria desejar felicidades a Meg, pois merece. Depois de todo aquele boato do vídeo pornô (falso) que saiu, espero que ela fique bem, seja feliz com o novo marido e que possa, futuramente, ser uma pessoa realizada na vida. Desta vez, sem ataques de ansiedade ou qualquer coisa que prejudique sua saúde. Queria poder escrever mais, mas faltam muitas palavras ainda.

Parabéns, Meg.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sabedoria

Eu não envelheci. Sempre fui velho. Apenas ganhei experiência durante todos os anos que vivi.
O tempo não me dera todas essas rugas. Eu as adquiri passando várias manhãs olhando o sol, enquanto ele batia no meu rosto, junto às pessoas de que gosto.
Minhas pernas doem, sim. Mas eu sei que doem porque eu as usei bastante. E me foram muito úteis até agora.

E por mais que tudo aconteça, não consigo me arrepender de nada que fiz. Sei que não posso corrigir o passado, então não há com o que me preocupar.
E também não perderei tempo adivinhando o futuro. Ele virá, em seu momento certo. E não terei oportunidade sequer de pestanejar.

Quanto à morte, eu já não tenho mais medo. Ela virá, sim, e é a única certeza de que tenho na vida.
Minhas experiências? Bem, elas não são guardadas como as suas, em caixas, livros ou papeis. São guardadas em uma câmara escura, que quase não entro mais, mas que levo comigo aonde for. E eu as levarei sempre comigo, seja lá onde for.


domingo, 10 de maio de 2009

Carta de Influência

Joana:

Vejamos, se está bem não sei, mas acredito que há uma solução. Se há um problema não sei, mas acredito que há um remédio. Se há alguém que pode me ajudar não sei, mas acredito que não há alguém anda me ajudando
De qualquer forma, sempre me disseram que era melhor prevenir que remediar. Bom, o remédio que esta na dispensa está se acabando rapidamente. Mas eu não vou ficar incomodado, simplesmente vou me manter estável nesse sofá, sem pensar em nada, até o dia acabar.
Consegui reconquistar minha dignidade. Arrumei um emprego (sem extorsão agora, e me dão moradia a dinheiro pra terminar de pagar a faculdade).

Joana, sei que os últimos dois meses foram absurdamente melhores do que os últimos três antecedentes a eles. Meu irmão começou a esvanecer de nossas mentes, e assim podemos desfrutar melhor de nossas vidas. Não que eu não gostasse dele, mas acredito que a vida fora feita pros vivos, e não para ficar relembrando mortos. Sei que fora traumático pra você, mas aposto como sua recuperação está sendo absurdamente rápida, não?
Por que você não respondeu minhas últimas três cartas? Realmente, fico me perguntando se a minha presença através desta te incomoda. Eu realmente só lhe escrevo, pois acredito que talvez isso a anime, mas se sentir de alguma forma incomodada, me avise que eu paro.
Continuo firme em minha decisão. Voltarei pro Brasil na semana que vem. Esse vírus de Influenza deixa-me muito preocupado. Estou tendo um pouco de problemas com o consulado, mas quanto a isso posso muito bem dar meu jeitinho. Consegui dar um pra sair do México quando roubaram meu dinheiro.
Avise a meu pai, não consigo contatá-lo, que voltarei em no máximo três semanas. Estou preocupado com a saúde dele.

Continuo te amando Joana, mas se ler isso te chateia, por favor, avise. Eu não consigo parar de ler suas cartas rugadas, aquelas pequenas manchas de lágrimas, mas não posso me conter. Espero que, assim que chegar ao Brasil, eu seja recompensado pelo que sofri com um belo abraço seu. Já me será suficiente.

Do seu
E unicamente seu.
Edgar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Canção da Morte - Capítulo VI

-Milorde! Desça aqui quando puder, está bem?

Max estava desabotoando as calças quando ouviu a voz lhe chamando da sala de estar. Resolvera que tomar uma ducha fria lhe seria algo muito reconfortante naquele momento de tensão. Sempre fora assim, quando estava muito nervoso, tomava um banho demorado enquanto tentava não pensar em nada. Porém, nem isso lhe ajudou muito.

A água gelada lhe descia pelos cabelos da altura do queixo. Eram tão negros que quase não brilhavam quando batia sol. Era liso e grudava-lhe sobre um dos olhos todo o tempo. Não que isso lhe incomodasse, mas o contrario. Era como se fosse seu escudo.

Ele se se encostou à parede então. E então fechou os olhos, enquanto massageava o topo da cabeça. Uma estranha sensação tomava conta de todo o seu ser. Não conseguia se libertar da sensação de vazio dentro de si, mas ao mesmo tempo tanto pensamentos lhe ocorriam que era como se pesassem sua cabeça. Ela não doía, estava pesada e formigando apenas.

Quando desligou a água, cobriu-se com um roupão vermelho confortável, que parecia lhe abraçar o corpo, assim como sua esposa jovem nos momentos de desolação. Ele se sentia quente por fora, tão quente que ducha alguma poderia apagar. Mas, por dentro, ele já estava gelado. E já fazia muito tempo.

Max se mirou no espelho por algum longo tempo. Por incrível que pareça, ele sentia que já não era o mesmo de alguns anos atrás, aquele jovem estudante que pretendia ser policial. Seu corpo era forte, mas se sentia como se estivesse mirrado, fraco. Mínimo. Não era essa a realidade. Era aquela carcaça que deixava Mary tão protegida nas noites em que o pesadelo lhe atormentava. E era isso a única coisa que lhe acalmava: Mary. Ela era seu refugio. Mesmo naquele tempo em que a luxuria tomava conta de seu ser, nas noites de sexta feira, era ela quem lhe importava. Max apenas procurava a mesma mulher em outro corpo. E ele sabia disso.

Ele desceu as escadas precariamente. Estava acostumado a quase tropeçar em um determinado degrau que rangia ao ser tocado. Quando terminou de descer as escadas, ainda fechando os botões da camisa lisa, encontrou Mary sentada ao piano, tocando uma musica lenta. Ela viu que ele descera e lhe lançara um sorriso. E recebeu a devolução.

Quando terminou a canção, ela sentou-se um pouco mais para o lado e convidou o marido a se sentar a seu lado. Ele o fez de boa vontade. Os lábios dos dois se encontraram por alguns segundos, enquanto um dos braços de Max estava em sua perna e o outro no pescoço da Mary, as mãos dela estavam repousando em seu colo, numa posição de menina casta.
Assim que se separaram, ela virou-se para o piano e disse, lentamente.
-Como se sente ao encostar nesse piano?

Max sorriu e então refletiu. Sentia uma paz, como se as teclas lhe convidassem a serem tocadas por ele. Totalmente diferente do piano de Marina. Ele era denso, que repelia quem se sentasse por lá. Foi quando entendeu que o instrumento era o reflexo do dono. Mary lhe convidava a fazer parte dela, enquanto Marina repelia a todos em seu redor. E isso impressionou Max.
-Eu me sinto como se estivesse com você – e lhe lançou um sorriso singelo – sinto a maior paz que já tive, como se já o conhecesse há muito tempo, mas que tem muito a me surpreender ainda. – piscadela

Mary retribuiu a piscadela com um olhar provocante de ingenuidade, que só ela conseguia fazer. Max se aproximou e roçou seu nariz ao dela, fechou os olhos e aproximou os lábios. E então, mais uma vez os lábios se tocaram, e não mais se soltaram.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Acaso

...e no chacoalhar do coração e no balanço do ônibus, Cintia não mais ligava pra sua péssima atuação no teste admissional. Se as dores de cabeça deixassem de existir, talvez Ronaldo nunca tivesse cruzado seu caminho.

Aliás, será que o nome da pessoa que segurava sua bolsa era Ronaldo? De que importava se, na verdade, o sorriso oferecido era sincero? Aliás, será que o nome da dona da bolsa era Cintia?

Se as dores de cabeça deixassem de existir, talvez Cintia nunca tivesse cruzado seu caminho. E no chacoalhar do coração e no balanço do ônibus, Ronaldo não mais ligava pra sua péssima saúde...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

April Fool's Day

Hoje é Primeiro de Abril, o dia do April Fools.

Comemorem, e cuide-se quem puder.

(Na foto, April Fools, de Padrinhos Mágicos.)