sábado, 10 de maio de 2008

Português, Futuros e um Bolinho de Salsicha.

A culpa foi do Sonho de Noiva!
Não, a culpa foi do Caldo de Cana.
Enfim, não sei ainda, mas entenderei.

Estávamos em mais uma grande jornada,
Flávia e eu, procurando um livro.
Alias, era O livro.
Enfim, após passar por um lugar onde o caldo de Cana ainda não havia sido entregue[não me pergunte como], resolvemos ir a um renomado Sebo/Livraria.

-Sabe de uma coisa Pedro?

-O que?

-Será que as pessoas reencarnam no passado?

-Como?

-É sério. Será que, se eu morrer posso voltar ao passado? Como por exemplo, ja não teve a impressão que já viveu no passado? Tipo, anos 40, 50?

Silêncio.

-Sempre tive a impressão de ter sido um cavaleiro medieval. Mas nem sei porque. Por que pergunta?

-Não sei. Será que, se eu morrer hoje, reencarno hoje?

-É uma bela questão.

Assim, o assunto foi encerrado.

Após passarmos no Sebo/Livraria, onde compramos um belíssimo livro de 64, quase em seu aniversario, em 12/12, esquecemos do assunto.
Passaram-se dois dias e eu já tenho sua resposta. Depois de Constatado que o livro era em português de Portugal.

Preste atenção, por favor. Você sabe que eu sou meio confuso.

Provavelmente, nós não reencarnaríamos no passado. Porque em todas aquelas ideologias d e tempo, destino e outras eu acredito não existir.
E se fosse assim, teríamos cumprido a história, de certa forma, toda conforme um plano para existir o que existe hoje. Está me entendendo?
Vamos pegar como exemplo àqueles desenhos que às vezes assistimos. Não, não ria ainda. Neles, quando o personagem volta ao passado e tem a chance de mudar tudo, ele desiste. Por que? Pelo simples motivo de não querer arriscar o futuro.
Sobre o mesmo exemplo, a personagem tenta não ver a si mesma. É sério, não tenta. Ela acredita que vai ficar louca. Mas acontece que aquilo já aconteceu, e ela não viu a si, portanto é impossível alterar o que ja aconteceu.
E ainda assim, todas essas teorias medonhas sobre destino. Mano, que broxante. É extremamente chato ver aquelas pessoas em série e filmes falando "É o seu destino cagar na privada azul". A, se for pra seguir destino, isso não é vida, não concorda?
Alem do mais, se fossemos reencarnar no passado, será que seriamos nossos próprios ancestrais? Perai... Eu seria meu próprio Vô? Mas isso depois de eu ter nascido? Que estranho, não acha?

Sabe, eu acredito que as maquinas do tempo que iremos construir nos próximos cinco anos nos ajudem a desvendar esse mistério.

E o nosso autor querido que escreveu um belíssimo livro de amplo linguajar intermundial.

Vamos parar de pensar esse tipo de coisas. Como você mesma disse:
"My cult status keeps me alive"!

2 comentários:

Flávia Delarge disse...

Concordo e discordo.
Com sim que é impossível reencarnrmos num passado, afinal o passado já passou e em termos de evolução, é inconcebível a idéia de retroceder, estamos sempre a um passo além do que imaginamos.
O que eu acho na verdade, é que há um vão no tempo.
Isso é um pouco caótico para se expressar, mas acho que devo ter falado sobre isto contigo (afinal, eu estou sempre com sono e fome, de modo que isso acsiona uma forte tendência a colocações um bocado confusas mas que, em sua maioria, conseguem ser visualizadas para um bom entendedor - no caso julgo que você seja um do contrário, o diálogo seria tão impossível quanto o questionamento ou coisa que o valha.
Enfim, como eu estava dizendo, o vão do tempo está no nosso tempo real para ser mais precisa. Não sei se isso influencia o processo reencarnação e tudo, mas no momento estou muito empolgada para falar sobre minha tese da falha do tempo.
Compreenda que, também pode ser uma explicação lógica para os chamados dèjavu e esse tipo de coisa.
Na minha idéia, não estamos vivendo este presente momento, mas sim, um momento muito além deste, dias, talvez anos e séculos à frente do nosso hoje. Veja que, muitas vezes nós sabemos como devemos agir como se já soubéssemos as consequencias ocasionadas, seja numa discução, numa compra no mercado ou num simples ato de atravessar a rua.
Isso tudo é meio maluco, mas na real eu sempre fui um pouco maluca.
Na verdade nós já vivemos num passado, pois que, se estamos na verdade no futuo significa que o nosso tempo é tão rápido que não nos damos conta e em nossa visão presente, estamos vivendo isto agora sendo que isso já foi feito e dito muito antes. Entendeu?
É como quando, num filme, o audio está mais acelerado que a imagem e vemos

Flávia Delarge disse...

os atores falarem um tempo depois que já ouvimos o que tinham a dizer. Aarticulação fica fora do eixo, saca? Acho que o tempo real é mais ou menos assim (tenho uma dificuldade muito séria em expressar isso em palavras, às vezes desejaria te ro poder de colocar as pessoas dentro de minha mente para que pudessem acompanhar um pouco desse raciocínio demente) de modo que seria impossivel para nós de toda forma reencarnar tanto no passado quanto no hoje, já que o hoje e mesmo o amanhã e o mês que vem já são passados por assim dizendo.

Fora que, seria impossivel nascer como seu avô, mesmo que ele já tenha morrido, porque isso é impossível, ele já existiu, entende? Não podemos ser quem já existiu. Essa coisa de tempo é muito complicada mas na minha opinião é o fato mais fascinante que existe, uma vez que cada pessoa vai desenvolver um ponto de vista diferente à respeito e assim, teremos uma infinidade de observações para colocarmos em convergencia com as nossas mesmas.
Quando inventarmos a máquina do tempo, em cinco anos, temos de ter em mente que ela terá de ser algo muito parecido com a que o Doutor Brown inventou em De Volta Para o Futuro, sendo transportada (graças ao capacitor!!!!) juntamente com a matéria corporal dos envolvidos, caso contrário temos de admitir que seria impossivel voltar nalgum lugar do tempo onde a máquina ainda não existisse, como hoje por exemplo.
A partiri do momento em que ela seria inventada, haveria a possibilidade de recebermos visitantes do futuro, talvez nós mesmos, e seria aquela coisa de alertar-nos sobre um grande problema decorrente da imprudencia humana com alguma coisa ou qualquer efeito catástrofico no emio ambiente que seria a causa do fim deste mundo ou de outro, sei lá.
Isso seria muito, muito interessante apesar de perturbador.
Não sei, basta falar em teorias temporais e máquinas com capacitores que eu já me esbaldo!
No mais, acho que é mais ou menos isso que eu pretendia colcoar aqui.

Perdoe o comentário fragmentado, realmente não sei o que aconteceu aqui.
Vou levar o filme que te falei, para você assistir esse fim de semana, e depois vamos englobar isso ao assunto do vão temporal e você vai perceber como fica bem mais ilustrativo.
Detesto não poder dar o exemplo dele aqui, mas se o fizesse seria uma cretinice de minha parte pois estragaria todo o desfecho.

É, Peter-Boy, eu não faço por mal meu tesouro, é que há bigornas chovendo lá fora.
E tenho dito!

Um beijo enorme.