quarta-feira, 8 de abril de 2009

Acaso

...e no chacoalhar do coração e no balanço do ônibus, Cintia não mais ligava pra sua péssima atuação no teste admissional. Se as dores de cabeça deixassem de existir, talvez Ronaldo nunca tivesse cruzado seu caminho.

Aliás, será que o nome da pessoa que segurava sua bolsa era Ronaldo? De que importava se, na verdade, o sorriso oferecido era sincero? Aliás, será que o nome da dona da bolsa era Cintia?

Se as dores de cabeça deixassem de existir, talvez Cintia nunca tivesse cruzado seu caminho. E no chacoalhar do coração e no balanço do ônibus, Ronaldo não mais ligava pra sua péssima saúde...

2 comentários:

Monique disse...

Então, eles deixaram de dar importância ao menos importante. E ao fazerem isso, se descobriram livres para continuarem a sorrir com sinceridade.

Bruna Berri disse...

A vida é isso mesmo, essa mistura de coincidências constantes, esse acaso necessário, acontecimentos extraordinário imperceptíveis.
O que seria de mim sem minhas atitudes desastrosas? Quantas pessoas eu não teria conhecido? Tropeções e dores de cabeça nos fazem colidir despecibidamente com o destino.